Pesquisa em Educação Matemática e Educação Inclusiva

No dia 29 de junho de 2016, aconteceu mais uma defesa de mestrado no Grupo Ruaké. A dissertação “Educação matemática e educação especial: reflexões sobre os relatos de experiências docentes de professores de matemática”, desenvolvida por Karem Keyth de Oliveira Marinho, até então mestranda PPGECM/IEMCI/UFPA, foi orientada pelo Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales, pesquisador do Grupo Ruaké. A pesquisa apresenta dados importantes acerca da prática docente, formação inicial e continuada de professores do município de Tabatinga no estado do Amazonas.

RESUMO

Um dos maiores desafios educacionais da atualidade é tornar a escola um espaço inclusivo capaz de atender seus educandos a partir do reconhecimento e respeito de suas singularidades. E para a concretização desse espaço temos o professor com um relevante papel visto a possibilidade de desenvolver um ensino inclusivo em sala de aula. No entanto, se tratando de Educação Matemática há a necessidade de investigar como se dá a atuação do professor de Matemática visto que as poucas discussões dessa temática podem influenciar suas práticas pedagógicas. Fato este vivenciado na trajetória acadêmica e profissional da autora deste estudo. Assim sendo, objetivamos nesta pesquisa refletir sobre os relatos de experiências vivenciadas e narradas pelos professores de Matemática, atuantes em Tabatinga – AM, sobre o processo de inclusão de alunos com deficiência em salas comuns de escolas regulares. E, consequentemente, responder a nossa questão de pesquisa enunciada como: Quais os reflexos das experiências de professores de Matemática no ensino de Matemática de alunos com deficiência? Para tanto nossos pressupostos teóricos e legais estão fundamentados em documentos nacionais e internacionais, em estudos voltados para a prática do docente em uma perspectiva inclusiva. Quanto ao delineamento metodológico do estudo, realizamos, por meio de uma abordagem qualitativa, entrevistas com os professores de Matemática atuantes na rede pública de ensino do município de Tabatinga-AM, egressos do curso de Licenciatura em Matemática do Centro de Estudos Superiores de Tabatinga da Universidade do Estado do Amazonas e as analisamos por meio de categorias construídas a partir das narrativas dos professores, e considerando os direcionamentos apontados no roteiro da entrevista. Diante dos resultados, percebemos que a falta de conhecimentos acerca da Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva e apoio por parte da escola são os principais fatores que dificultam a realização de práticas pedagógicas. A formação inicial e continuada foi outro aspecto muito comentado pelos docentes que além de sugerirem mais discussões sobre a temática ainda se mostraram motivados e interessados a participar de formações que contemplem esses conhecimentos. Ainda assim, vimos que alguns professores realizam práticas inclusivas em suas aulas de Matemática, no entanto recomendamos que se oportunizem mais ações na formação inicial e continuada, e que o apoio escolar seja mais efetivo tanto para o professor quanto para o aluno.

Palavras-chave: Educação Matemática e Inclusão. Ensino de Matemática. Educação Especial. Formação de Professores.

Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas
Instituto de Educação Matemática e Científica
Pesquisa: Dissertação de Mestrado
Título: Educação matemática e educação especial: reflexões sobre os relatos de experiências docentes de professores de matemática
Autor: Karem Keyth de Oliveira Marinho
Orientador: Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales
Ano: 2016

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Pesquisa em Educação Matemática e Educação de Cegos

No dia 23 de março de 2016, aconteceu mais uma defesa de mestrado no Grupo Ruaké. A dissertação “A leitura tátil e os efeitos da desbrailização em aulas de matemática”, desenvolvida por Marcos Evandro Lisboa de Moraes, até então mestrando PPGECM/IEMCI/UFPA, foi orientado pelo Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales, pesquisador do Grupo Ruaké, e representa um marco no Instituto, pois é a primeira pesquisa concluída, no Grupo, com discussões relacionadas à Educação Matemática e Educação de Cegos.

RESUMO
A pesquisa aborda os meios de utilização do Código Braille, a fim de que o aluno deficiente visual se aproprie de estruturas de matemática para utilização de elementos de matemática, a partir de matemática em Braille. Discorre sobre a questão: Quais os desdobramentos dos efeitos de desbrailização em aulas de matemática para uma aluna cega do ensino fundamental? Para isso foi definido como objetivo a análise sobre os efeitos da desbrailização em aulas de matemática escolar para uma aluna cega incluída no ensino regular. Algumas mediações do professor foram necessárias a fim de que tarefas pudessem se configurar em problemas na concepção de Sophie (codinome), nossa aluna participante. Alguns instrumentos e recursos de produção de dados, como: entrevistas, filmagens, depoimentos, acompanhamentos de aula em ambiente não regular de ensino foram necessários para o desenvolvimento da pesquisa. Percebemos que para estimular o processo de ensino e aprendizagem, houve a necessidade de elaborar estratégias mais consistentes no intuito de atrair cada vez mais a participante da pesquisa, preferencialmente explorando tanto quanto possível, a percepção tátil, e neste caso, criou-se um produto didático adaptado a fim de se substancializar o estudo de ângulos, incentivando a escrita e a leitura em Braille. Os resultados mostraram a carência de preparação de materiais em Braille para alunos deficientes visuais implicando em episódios de desbrailização e a necessidade de investigações no sentido de apontar caminhos que diminuam os obstáculos enfrentados por estudantes na condição de deficiência.
Palavras-chave: Educação inclusiva; Educação especial; Educação matemática; deficiência visual; Tecnologia assistiva; Braille. Desbrailização.

Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas
Instituto de Educação Matemática e Científica
Pesquisa: Dissertação de Mestrado
Título: A leitura tátil e os efeitos da desbrailização em aulas de matemática
Autor: Marcos Evandro Lisboa de Moraes
Orientador: Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales.
Ano: 2016

Pesquisa em Educação Matemática e Educação de Surdos

No final do ano de 2015, em 9 de dezembro, aconteceu a primeira defesa de pesquisa de mestrado/doutorado do Grupo Ruaké (Grupo de Pesquisa em Educação em Ciências, Matemáticas e Inclusão) do Instituto de Educação Matemática e Científica (IEMCI) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O texto “Surdez, bilinguismo e Educação Matemática: um (novo?) objeto de pesquisa na educação de surdos”, desenvolvido por Edson Pinheiro Wanzeler, até então mestrando do Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemática, foi orientado pelo Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales, pesquisador do Grupo Ruaké, e representa um marco no Instituto, pois pela primeira vez um Grupo de Pesquisa e Estudo voltado, totalmente, as discussões relacionadas a Educação em Ciências e Educação Matemática na perspectiva de uma Educação Inclusiva, apresenta os resultados de suas interações acadêmicas e científicas entre os membros dos Grupo.

 

RESUMO

A constante busca por uma educação para todos tem garantido diferentes movimentos sociais, emergentes nas diversas esferas da sociedade, que almejam este direito constitucional, seja por força de lei ou por uma questão de consciência social. E esses movimentos, também se fazem presentes ao que tange o ensino de matemática com qualidade e para qualquer constructo social. Neste direcionamento, elegemos como fonte de nossos anseios, para esta pesquisa, o ensino de matemática para surdos, no qual os constructos sociais surdos são contemplados pelas pesquisas em educação matemática por vários pesquisadores, que buscam de forma consciente ou inconsciente garantir uma interação bilíngue para esses sujeitos a partir de propostas metodológicas nas diferentes abordagens da pesquisa acadêmica. Sendo assim, partindo desse pressuposto, o presente estudo tem por objetivo discutir algumas as relações inerentes a Educação Matemática e a Educação de Surdos, a luz da cidadania e do bilinguismo, em dissertações de programas (cursos) de Pós-graduações stricto sensu em “Educação Matemática” nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, entre os anos de 2006 e 2014. Pois, encontramos em muitos discursos, formais e informais, relacionados ao “não aprendizado” da matemática o pressuposto que o conteúdo é difícil, ou que o profissional não conhece a língua de sinais, ou ainda que o ensino não é bilíngue. Todavia, ao focarmos nestas pesquisas, encontramos comunicação e um aprendizado nos resultados apresentados, o que merece um considerável destaque ao pesquisador. Nesta senda, este estudo de abordagem qualitativa foi construído a partir de pesquisa bibliográfica, apoiada em autores como, por exemplo, Goldfeld (2002), Luchesi (2008), Paulo e Alexandrino (2010), Naufel (2002), Brasil (1988; 2002; 2005), Fiorin (2013), Dubois et al. (1997-1998), D’Ambrosio (1986; 2008), entre outros que contribuíram significativamente para esse diálogo. E o caminho percorrido, que vai de uma reflexão a matemática para todos, passando pelo reconhecimento cidadão surdo e o que seria o bilinguismo no Brasil, aponta que as pesquisas realizadas no âmbito da Educação Matemática e Educação de Surdos estão intimamente ligadas às concepções sociais e educacionais adotadas pelos pesquisadores que visualizam o surdo para além da característica clínica, e sim de um cidadão de direitos.

Palavras-chave: Surdos – Educação. Bilinguismo. Cidadania. Educação Matemática. Educação Inclusiva.

 

Universidade Federal do Pará

Instituto de Educação Matemática e Científica

Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas

Pesquisa: Dissertação de Mestrado

Título: Surdez, Bilinguismo e Educação Matemática: um (novo?) objeto de pesquisa na educação de surdos

Autor: Edson Pinheiro Wanzeler

Orientador: Prof. Dr. Elielson Ribeiro de Sales.

Ano: 2015

Uma Visão da Psicologia: Ansiedade à Matemática

O vídeo é uma entrevista com o professor Dr. João dos Santos Carmo que é coordenador do Grupo Análise do Comportamento e Ensino-Aprendizagem da Matemática foi formado em 2007, e que atua desde 2004 por meio de condução de investigações acerca da ansiedade à matemática e repercussões emocionais negativas no ensino da matemática. O Grupo está vinculado ao Departamento de Psicologia do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Para ver o vídeo na íntegra acesse o link:

http://www.youtube.com/watch?v=TLCZQeXJdcY&feature=email

Vídeo: Educação Inclusiva no Brasil

O vídeo foi produzido pelo aluno, Renan Mercuri Pinto, do curso de Graduação em Matemática da Unesp de Rio Claro para ser exibido no Colóquio “Padrões de Normalidade e de Inclusão no Ensino Regular”, que será realizado em Coimbra (Portugal). O Renan recentemente foi contemplado com uma Bolsa de Estudos pelo Programa Santander Universidades e cursou um período de estudos na Universidade de Coimbra (Portugal).

Para ver o vídeo na íntegra acesse o link:

https://www.youtube.com/watch?v=kpG3iMl4dHw